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Polícia Federal faz operação na casa do ex-presidente Lula, na Grande SP Postado em 04/03/2016 por Sindicato dos Policiais Federais às 08:38

A Polícia Federal
realiza na manhã desta sexta-feira (4) a 24ª fase da Operação Lava Jato
no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho
Fábio Luíz Lula da Silva –também conhecido como Lulinha. Essa fase da
operação foi batizada de Aletheia.




Lula foi levado à Polícia Federal. O
ex-presidente é alvo de mandado de busca e apreensão e de condução
coercitiva (quando o investigado é obrigado a depor). Os carros da PF
chegaram às 6h à sua casa, em São Bernardo. Quatro carros entraram na
garagem do prédio e cerca de dez agentes ficaram na portaria.

 

Cerca de 200 agentes da PF e 30 auditores
da Receita Federal cumprem, ao todo, 44 mandados judiciais, sendo 33
mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva no Rio de
Janeiro, em São Paulo e na Bahia.



São investigados crimes de corrupção e
lavagem de dinheiro, entre outros, relacionados à Petrobras. A
determinação da busca e apreensão é do juiz federal Sergio Moro, de
Curitiba.

 

Na casa de Lulinha, em Moema, dois carros
da PF e um da Receita Federal são usados na diligência. Os agentes
chegaram ao prédio dele às 6h e não falaram com a imprensa. Moradores
relatam movimentação intensa da PF no interior do prédio.



Na capital paulista, há também agentes da
PF no Instituto Lula e na Odebrecht. Há mandados para Atibaia e Guarujá,
onde estão sítio e tríplex, respectivamente, além de Santo André e
Manduri.



DELCÍDIO



A ação é realizada um dia após ser
revelado um acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral
(PT-MS). O parlamentar revelou que Lula mandou comprar o silêncio de
Nestor Cerveró e de outras testemunhas.



Detalhes do acordo foram veiculados pelo
site da revista "IstoÉ", que publicou reportagem com trechos dos termos
de delação. A informação de que Delcídio fechou acordo de delação
premiada foi confirmada à Folha por pessoas próximas às investigações da
Lava Jato.



O senador também diz que Dilma Rousseff
usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o
ministro Marcelo Navarro para o STJ. O ministro Teori Zavascki, do STF,
decidirá se homologa ou não a delação.





Fonte: Folha deSão Paulo

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