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Mulheres federais vão ao Congresso Nacional contra Reforma da Previdência Postado em 03/05/2017 por Sindicato dos Policiais Federais às 08:49

O Presidente da Federação Nacional dos Policias Federais (Fenapef), Luís Boudens, e o Grupo de Trabalho da Mulher Policial Federal (“GT das Mulheres”) estiveram nesta terça-feira (2) em Brasília para dar continuidade ao trabalho parlamentar com intuito de barrar o texto da reforma da Previdência, especialmente no que se refere à aposentadoria da mulher policial.

Na Câmara dos Deputados, as policiais federais Cristiane Costa (SINDIPOLFSP),  Marta Bernardo (SINDPEFES), Alzira Souza (SINPEFES) e Janaína Magalhães (SSDPFRJ) visitaram os gabinetes e abordaram diversos parlamentares. O trabalho resultou no compromisso e apoio de deputados como Eduardo Bolsonaro Filho, Cristiane Brasil, Mara Gabrilli e Arnaldo Faria de Sá.

“Nossa atuação tem sido fundamental porque os parlamentares despertaram e viram que as mulheres não foram contempladas. O governo não esperava pela mobilização feminina”, comentou Janaína, Diretora de Patrimônio do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio de Janeiro.

“Lutamos para que haja, pelo menos, uma regra de transição para diminuir o tempo de exercício de atividade estritamente policial proposto pelo relator. Muitas mulheres policiais trazem tempo de serviço de outras atividades exercidas antes da carreira policial e a proposta do Governo desconsidera esse aspecto. Não é justo que se imponha à mulher policial trabalhar dez anos a mais”, defendeu a escrivã Alzira, do Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo.

“Queremos chamar à atenção principalmente a bancada feminina na Câmara, em favor da questão das mulheres. A proposta, como está hoje, demonstra enorme insensibilidade. Ainda temos um dia a mais para intensificar os trabalhos”, afirmou Boudens.

Nesta quarta-feira (3), o GT das Mulheres ganhará reforço. Policiais Federais de outros cinco estados estarão unidas, na Câmara dos Deputados, lutando por seus direitos. O atual texto da PEC 287 discrimina as mulheres policiais pois não diferencia os critérios de aposentadoria entre homens e mulheres policiais, ao contrário do que está previsto para as demais profissionais do país.

A Reforma da Previdência, se for aprovada da forma como está, causará enormes prejuízos aos profissionais de segurança pública do País, uma vez que estabelece critérios de idade e tempo de contribuição inalcançáveis e sem regras justas de transição e de pensões.



FONTE: Agência Fenapef

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