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Polícia Federal inicia perícia para definir o que provocou incêndio no Museu Nacional Postado hoje por Sindicato dos Policiais Federais às 14:42

A Polícia Federal iniciou no fim da tarde desta terça-feira (4) o trabalho de perícia no interior do Museu Nacional, que foi destruído por um incêndio na noite de domingo (2). Acompanhados de bombeiros e com máscaras protetoras, os policiais percorreram algumas galerias do prédio, previamente apontadas como seguras pela Defesa Civil. A perícia deve esclarecer o que provocou o incêndio no prédio bicentenário.

Do lado de fora do prédio, agentes tiraram fotos do interior e mediram alguns cômodos. Ainda não há previsão para o fim desse trabalho, mas sabe-se que somente depois dele concluído será possível iniciar o resgate de itens do acervo que ficaram soterrados.

A vice-diretora do Museu Nacional, Cristiana Serejo, prevê que em uma semana será possível iniciar o trabalho de resgate de peças do acervo. Segundo ela, esse é o tempo necessário para que o aporte federal de R$ 10 milhões, anunciado pelo ministro da Educação, Rossieli Soares, chegue aos cofres da UFRJ e possa ser destinado a essa espécie de garimpo.

“O museu destruído virou um sítio arqueológico. O trabalho é minucioso, para evitar um dano maior a essas peças. A defesa civil vai precisar fazer a contenção de eventuais áreas de risco e uma empresa especializada trabalhará em parceria com funcionários do museu”, disse.

Nesse momento, o maior medo da direção do museu é com a previsão de chuva para os próximos dias no Rio de Janeiro. Por isso, o foco inicial é cobrir o museu. “O telhado cedeu e a chuva pode danificar materiais soterrados, trazer fungos e mofo inexistentes”, explicou Cristiana.
Governo discute doação de terreno

O governo federal se comprometeu nesta terça (4) a tentar viabilizar a doação de um terreno da União anexo ao prédio bicentenário do Museu Nacional à instituição, informou o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Dyogo Oliveira. Ele explicou que uma decisão judicial envolvendo a ocupação de um terreno no Jardim Botânico impede a doação imediata à instituição.

A declaração foi dada após reunião com o presidente Michel Temer e ministros no Palácio do Planalto, em Brasília, para discutir a reconstrução do edifício, destruído pelo incêndio deste domingo (2). A doação é pleiteada pelo diretor do museu, Alexandre Kellner, pelo menos desde maio junto aos ministérios da Cultura e do Planejamento.

A intenção é que o terreno vizinho à instituição na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio, seja doado para que se construam prédios que passem a abrigar funcionários da área administrativa. Assim, o prédio principal do Museu Nacional ficaria livre para as exposições.
Ossos em análise

Ossos encontrados no trabalho de rescaldo do incêndio no Museu Nacional estão sob análise de pesquisadores da instituição. Os cientistas conferem a possibilidade de o crânio ser de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado no continente americano.

O prédio principal do Museu Nacional foi destruído por um incêndio que começou na noite de domingo (2) e avançou pela madrugada de segunda-feira. Uma das peças mais importantes do acervo, de 20 milhões de itens, era o fóssil de Luzia, que estava exposto à visitação. Pesquisadores constataram que o fóssil, encontrado em Minas Gerais, tem 12 mil anos.

Segundo a vice-diretora do Museu Nacional, foram encontrados alguns ossos em uma área próxima ao local onde Luzia ficava exposta, mas ainda não é possível concluir se os restos pertencem a ela.

Uma tela do Marechal Rondon foi encontrada chamuscada nos escombros, e os pesquisadores devem iniciar um trabalho de recuperação da obra de arte.

Um dos destaques do museu, a coleção egípcia reunida pela Família Real no Século XIX foi praticamente toda perdida, de acordo com a vice-diretora. “Estamos recebendo várias ofertas de doações, e de várias instituições estrangeiras, inclusive. Vamos fazer uma campanha para receber material e reerguer o Museu Nacional com as coleções. Temos muitos contatos internacionais”, disse Cristiana, que contou que o museu está se articulando internamente para receber as doações.

(*Com Agência Brasil e Agência Estado)

FONTE: Agência Fenapef


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