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DIA DO POLICIAL FEDERAL Postado hoje por Sindicato dos Policiais Federais às 07:35

Presidente do SINPEF fala sobre a PEC 51 e as melhorias no trabalho da Polícia Federal

Na tarde dessa segunda-feira (13), José Aquino, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do RN, em entrevista à PNTV, destacou a importância do trabalho realizado pela corporação no Estado.
No mês em que se comemora o dia do policial federal, José Aquino reforça a necessidade de melhorias, modernização e funcionamento de um sistema mais efetivo de investigação policial. O presidente do SINPEF falou ainda do trabalho do sindicato por meio do projeto SINPEF Solidário. Confira!

PN - No dia 16 de novembro é comemorado o dia do Policial Federal. O que há para comemorar?
José Aquino - A priori é uma honra podermos exercer nossas atribuições ajudando a sociedade seja no combate às drogas, aos crimes cibernéticos, ao desvio de verbas públicas e à corrupção. Temos que comemorar como é gratificante ver que a sociedade dá um considerável respaldo a nós, policiais federais. Isso é de um engrandecimento pessoal imenso para cada um de nós.

PN - O que há a ampliar no trabalho dos policiais federais?
José Aquino - A despeito de todo o nosso trabalho, podemos ainda aperfeiçoar nossa forma de atuação. E uma das percepções que temos é que a polícia pode ser mais efetiva na investigação, ao invés de burocrática como é hoje. Contemplamos essas expectativas em uma proposta de emenda constitucional, que está tramitando no Senado. A PEC 51 visa adotar o mesmo modelo de polícia desenvolvido nos EUA pelo FBI. Com a adoção dessa nova metodologia seremos muito mais operacionais e teremos mais respostas a dar à sociedade.

PN – Como “resposta a dar” podemos englobar a resolução de crimes?
José Aquino – Com certeza! Nosso modelo ultrapassado impede a melhoria da atuação da polícia federal. Temos investigações que, em função da excessiva burocratização, levam meses para serem finalizadas. Mas eles poderiam ser resolvidos em 20 dias! O “inquérito policial” é uma peça desnecessária que atrapalha consideravelmente as investigações. Coma a doção da PEC 51, ele seria abolido e os relatórios seriam encaminhados diretamente ao Ministério Público para ser feita a denúncia.

PN - Percebemos que em filmes e livros, quanto mais se demora, mais se perde a chance de resolver um crime. A vida real é como no cinema?
José Aquino – Infelizmente essa é a realidade que temos no Brasil hoje. Na polícia federal, que é uma polícia de elite no país, temos casos que investigações que começaram até 2 anos depois do evento ter ocorrido. Ou seja, são casos sem solução.

PN - Há duas PEC’s sendo debatidas. A 51 e a 412. O que cada uma delas diz e onde está o conflito entre elas?
José Aquino - Substancialmente, a PEC 51 é essa que foi elaborada para a otimização do trabalho policial. Ela estabelece um modelo de polícia investigativa mais efetiva e menos onerosa para o Estado. Na contramão dela está a PEC 412, proposta pela Associação dos Delegados, que é a PEC da falsa autonomia da polícia federal. Para se ter uma ideia, 80% do nosso efetivo é contrário a ela. Para as investigações e a atuação dos policiais federais, ela é um violento retrocesso. Chamamos a população para nos ajudar nesse embate e ser contrária a ela. Na verdade, criou-se uma falsa informação que seria benéfica essa autonomia administrativa e orçamentária. Isso é uma inverdade.

PN - Essa autonomia cria uma elite dentro da própria corporação?
José Aquino – Sim! A visão dos delegados, nesse caso, é obter ganhos que a sociedade já não suporta. Um exemplo dessa suposta autonomia é o que aconteceu com os Advogados Gerais da União. A primeira ação que eles tomaram com essa autonomia foi criar benefícios para si, como o auxilio moradia. O contribuinte brasileiro tem que exigir é trabalho e não aceitas o comportamento desse tipo.

PN - O SINPEF desenvolve um trabalho muito interessante que trabalha quatro eixos que dizem respeito à segurança pública. O que é o SINPEF Solidário?
José Aquino - Ele surgiu da necessidade que nós sentimos de nos aproximar da comunidade. Prestamos um serviço à sociedade de forte relevância e havia um distanciamento das informações que adquirimos nos nossos anos de carreira e poderíamos repassar para o cidadão. No projeto, informamos adolescentes de 14 a 18 acerca do uso de drogas, os perigos das redes sociais e da internet, alertarmos sobre os riscos do dia a dia em virtude da violência que vivemos e, por fim, convidamos um policial aposentado que é escritor para falar sobre a importância da literatura. É um trabalho que tem surtido um efeito muito positivo. Já estivemos em Jundiá, duas vezes em Natal, em Macau e em Nísia Floresta. A próxima cidade será em Parnamirim. Ainda esse ano, vamos a Pureza e, novamente, a Jundiá. Para 2018, já temos planos para ir até Mossoró e Caicó. Até agora, Nísia Floresta foi nosso maior público: cerca de 600 jovens. Tivemos uma recepção fantástica!

PN – Nesse dia do policial federal, o que o senhor quer destacar?
José Aquino - Há uma necessidade muito grande de aumentarmos nossa atuação e o resultado de nosso trabalho. Infelizmente, há uma força muito grande dos delegados que são contrários. Eles avaliam que a provação desse novo modelo de polícia resulta numa perda de poder por parte deles. Isso atrapalha um pouco o avanço da PEC 51. Há uma urgente necessidade dessas mudanças posto que vivemos um caos. Uma pressão maior da sociedade com certeza resultará numa resposta positiva por meio do parlamento.









FONTE: Potiguar Notícias


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